Mercado Imobiliário

Mercado Imobiliário para 2019: o que esperar para o setor

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Especialistas apontam o fim da crise que abalava o mercado imobiliário: após seis anos seguidos em queda, a venda de imóveis residenciais no Brasil apresentou um crescimento de 10% em 2018.

E este é só o começo do que promete ser um novo ciclo de crescimento e prosperidade no mercado imobiliário brasileiro que, com o aquecimento da economia, agora ganha bases sólidas para se desenvolver, prometendo novas possibilidades para construtoras, imobiliárias, investidores e compradores.

Preparamos este artigo para você ficar por dentro do momento econômico no país, e como ele irá favorecer o mercado imobiliário, possibilitando para muitas famílias a oportunidade de conquistar sua casa própria.

Economia aquecida e o novo governo

Podemos dizer que a economia brasileira está vivendo hoje um processo de recuperação cíclica, após um período de forte recessão, que como todos sabemos, pode ser considerada uma das mais críticas entre as últimas décadas.

Agora, essa recuperação tende a ser acelerada pela saída de campo das incertezas eleitorais, principalmente se forem cumpridas promessas importantes para a economia, como a reforma da previdência, redução de barreiras para investimentos, privatizações, concessões, etc.

Com a implantação das reformas sugeridas pelo novo governo, a expectativa é de que a economia cresça ainda mais nos próximos anos. Espera-se que, com as melhorias nos negócios e o aumento da confiança dos empresários e consumidores, a taxa de crescimento em 2019 alcance até 3%.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria – CNI na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, a economia e a indústria terão um desempenho melhor do que em 2018. A expectativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça em 2,7% e a indústria em 3%.

Neste processo, grandes empresas, como construtoras e indústrias, estarão retomando o ritmo das atividades com a desburocratização dos investimentos e a melhora na economia – o que significa que mais empregos serão gerados. Isso acarreta no aumento da renda das famílias brasileiras, com a retomada do seu poder de compra e expansão do consumo no país.

Além disso, este processo de recuperação da economia com capacidade ociosa, em conjunto com a situação inflacionária altamente controlada, permite que o banco central consiga manter os níveis de juros mais baixos.

É claro que essas mudanças impactam positivamente o mercado imobiliário, não só para as construtoras, imobiliárias e investidores, como também para quem deseja adquirir um imóvel e sair do aluguel – com a recuperação das linhas de crédito imobiliário fica ainda mais fácil.

Elevação das linhas de crédito imobiliário e facilidades no financiamento

Gustavo Milaré – advogado, mestre e doutor em Direito Processual Civil e sócio do escritório Meirelles Milaré Advogados, em entrevista para o jornal Estadão, afirma:

O mercado imobiliário possui um ciclo composto por quatro fases: expansão, excesso, recessão e recuperação. Após a crise que assolou o mercado imobiliário no começo desta década, entramos na fase da recuperação no segundo semestre de 2017. Desde então, o setor passou a demonstrar melhoras gradativas e substanciais, em especial nas vendas, que cresceram cerca de 10%. Devido a diversos fatos, entre os quais se pode destacar a queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a iminente regulação do distrato e ainda as definições políticas nos cenários estaduais e federal, o mercado imobiliário tem notado um significativo aumento no índice de confiança de empresários e consumidores.

Este crescimento deve se acelerar nos próximos meses, impulsionado pela melhora na economia, incluindo medidas como a ampliação dos financiamentos com Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS – que passou a valer para imóveis de até 1,5 milhões – e a recuperação dos depósitos em poupança, principal fonte de captação de recursos para os bancos.

Logo, se torna de grande interesse dos bancos e instituições financeiras oferecer financiamentos em condições mais atraentes, o que favorece a retomada desse crescimento e ainda deve flexibilizar as demandas para empréstimos no ramo imobiliário.

Desse modo, é esperado um aumento contínuo nas transações imobiliárias, trazendo um impacto positivo no setor ao longo do ano: o crédito para a compra e a construção de imóveis no País deve atingir R$ 126 bilhões em 2019, o que representará um crescimento de 7% em comparação a 2018, de acordo com estimativas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Oportunidades para quem deseja adquirir um imóvel

Como vimos até agora, 2019 promete ser um ano propício para quem deseja conquistar a casa própria ou começar a investir no mercado imobiliário adquirindo imóveis.

Com este quadro positivo na economia e o aquecimento do mercado imobiliário, as construtoras voltam a apostar em novos empreendimentos, sejam os populares, como o Minha Casa Minha Vida, que compõem mais da metade da demanda nacional hoje, ou até empreendimentos já mais sofisticados, que voltam a receber investimentos.

Sendo gradativamente cada vez menor a sombra do desemprego no país, toda a economia gira, estaremos mais confiantes para investir e muitas famílias terão finalmente a oportunidade de buscar alternativas acessíveis para financiar um imóvel com tranquilidade.

 

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