Financiamento de ImóveisMinha Casa Minha Vida

Descubra qual é o melhor caminho para financiar o seu apartamento

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Você já decidiu que vai investir em um imóvel para você e sua família, mas ainda não tem o valor necessário para o pagamento a vista. E agora? Pode ficar tranquilo, pois existem algumas maneiras de comprá-lo a prazo, e é sobre isso que vamos abordar neste texto.

O financiamento imobiliário é um recurso amplamente utilizado para a aquisição de imóveis no Brasil, principalmente para moradia. Antes de fazer o seu, é importante que você conheça as opções do mercado e compreenda suas diferenças, assim poderá compará-las e identificar aquela que se encaixa melhor a sua realidade.

Vamos desvendar as linhas de financiamento mais utilizadas para a compra de imóveis hoje no Brasil e sua relação com o atual cenário econômico e político do país, inclusive as novas diretrizes para o programa Minha Casa Minha Vida – que entram em vigor a partir de Março de 2019.

Então, prossiga a leitura e aprenda tudo o que você precisa saber para descobrir qual é o financiamento ideal para você finalmente comprar o seu apê.

Como se preparar para aprovar o seu financiamento

Antes de tentar qualquer financiamento, você deverá estar com as contas em ordem, para garantir ao banco que poderá arcar com as parcelas – isso significa que você não pode ter restrições em seu nome.

Portanto, o primeiro passo é organizar as finanças: saber exatamente quanto você ganha e como está gastando o seu dinheiro. Não é uma tarefa complicada, porém exige comprometimento e atenção para manter o controle.

O ideal é gastar sempre menos do que recebe ao mês, somente assim você conseguirá fazer uma poupança para investir em outras fontes de renda e ampliar o seu poder de compra ou então para utilizar como entrada e cobrir outros custos na hora de comprar seu apê.

Uma das dicas mais valiosas que podemos dividir com você para ter sucesso no seu financiamento é: garantir uma boa relação com o banco o quanto antes! Você pode fazer isso abrindo uma conta em seu nome e contratando outros serviços, como utilizar cartões de crédito e manter o pagamento das faturas sempre em dia, por exemplo.

Assim, quando for solicitar o financiamento imobiliário, será muito mais fácil para o banco avaliar o seu perfil de forma positiva e aprovar o empréstimo que você precisa.

Aproveite, ainda, que muitas imobiliárias – como algumas unidades da rede UNE – oferecem atendimento especializado da Caixa Econômica Federal – principal banco quando pensamos em financiar um imóvel -, o Caixa Aqui, onde você pode abrir sua conta e ir construindo aos poucos este relacionamento com o foco na sua aquisição futura.

Outra vantagem neste atendimento é que você pode realizar uma simulação do seu financiamento e fazer uma avaliação prévia das suas condições iniciais – uma ótima maneira para eliminar todas as suas dúvidas sobre o assunto e já ir se preparando com uma estratégia de compra inteligente.

Saiba qual linha de crédito se encaixa melhor no seu bolso

Agora, você já sabe quais atitudes vão te ajudar a buscar a aprovação do seu financiamento e chegou a hora de conhecer as opções disponíveis no mercado. Vamos apresentar a você as linhas de crédito mais utilizadas e como se diferenciam entre si. Acompanhe!

Linhas de crédito do FGTS

A Caixa Econômica Federal é responsável por acolher a maior parte da demanda de financiamentos imobiliários do país – através de recursos, principalmente, do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço, o FGTS.

Em Outubro de 2018, foi definido um aumento no limite de valor permitido para o financiamento de imóveis através do FGTS, que passou a ser de R$1,5 milhão de reais. E em todo o ano foram disponibilizados 75 bilhões de reais para as linhas de financiamento do FGTS.

Já, para o ano de 2019, em comunicado oficial, o governo federal anunciou que serão disponibilizados apenas 30 bilhões de reais, ou seja, 2,5 bilhões de reais por mês para todo o país.

As regras gerais para a utilização deste tipo de financiamento são: o valor da parcela não pode comprometer mais do que 30% da renda mensal do contratante, que só pode ser pessoa física, e o percentual do valor máximo a ser financiado é de 70% para móveis usados e de 80% para unidades novas.

É possível utilizar o seu FGTS na negociação, seguindo as seguintes condições:

  • estar trabalhando por no mínimo três anos sob o regime do FGTS;
  • ter contrato de trabalho ativo no regime na data de liberação do financiamento ou ter saldo de, no mínimo, 10% do valor do imóvel na conta vinculada ao Fundo;
  • não ter outro financiamento ou ser proprietário de imóvel no município onde mora ou onde trabalha.

Existem alguns casos mais específicos que utilizam este recurso como base, com suas próprias regras, dentre eles o mais utilizado pelas famílias brasileiras nos últimos anos, o qual veremos no próximo tópico. Fique de olho!

Minha Casa Minha Vida e as novas regras

Entre as linhas de crédito que dependem do FGTS, encontra-se o Minha Casa Minha Vida, que agora com a mudança de governo no Brasil passa por atualizações e recebe novas regras: as principais mudanças ocorreram nos tetos de valores para a faixa 2 e os valores máximos de subsídios oferecidos às faixas 1,5 e 2.

As faixas de renda atuais determinadas para o programa são:

  • Faixa 1,5: Famílias com renda de até R$ 2.600,00;
  • Faixa 2: Famílias com renda de até R$ 4.000,00;
  • Faixa 3: Famílias com renda de até R$ 7.000,00.

Como um programa habitacional criado pelo governo federal a fim de favorecer famílias com rendas mais baixas – a grande maioria da população brasileira -, o Minha Casa Minha Vida já se tornou popular por preservar as melhores condições de compra do mercado, com diversos benefícios para quem se encaixa nas regras.

Logo, só podem utilizar este tipo de financiamento pessoas físicas, e aqui também se aplicam as regras de utilização do FGTS, principalmente como recurso para o valor de entrada, e em alguns casos como meio de liquidar as parcelas e a amortização do saldo devedor.

Confira abaixo as novas tabelas dos tetos de valores para imóveis e subsídios de cada região do Brasil a partir de 2019:
Novos tetos de valores para imóveis

Para a faixa 1,5, referente ao valor do subsídio, passam a valer as seguintes regras:

  • será mantido o valor máximo de R$ 47.500,00 somente para os proponentes com renda familiar bruta mensal de até R$ 1.200,00, conforme recorte territorial;
  • a partir da renda familiar bruta mensal de R$ 1.200,00, a R$ 2.000,00 o valor de subsídio/desconto será reduzido progressivamente;
  • no intervalo de renda familiar bruta mensal, entre R$ 2.000,01 a R$ 2.600,00, o subsídio/desconto será equiparado ao calculado para as operações enquadradas na Faixa 2.

E para a faixa 2:

  • será mantido o valor máximo de R$ 29.000,00 para proponentes com renda familiar bruta mensal de até R$ 1.800,00, de acordo com o recorte territorial;
  • alteração da curva de subsídio/desconto com  nova fórmula de cálculo
  • alteração do recorte territorial com equiparação do valor de subsídio/desconto no teto de R$ 11.600,00 para os municípios com população menor que 50 mil habitantes, conforme quadro abaixo:
Novos tetos de valores para o subsídio

**Lembrando que todas as condições comerciais por parte do MCMV estão sempre sujeitas a alteração. Por isso, busque a orientação de um profissional que entenda do assunto para lhe informar com precisão: o seu consultor UNE. Com certeza ele vai estar pronto para te ajudar e acabar com as suas dúvidas.

Como podemos observar, as alterações nos valores favorecem os beneficiados, mas apesar das mudanças positivas, o FGTS, recurso base do programa, conta com uma diminuição bastante significativa comparado ao ano anterior.

Este cenário faz com que outras opções de financiamento imobiliário que utilizam de recursos alternativos recebam maior evidência para as construtoras, principalmente para quem não se enquadra nas faixas de renda do MCMV, siga a leitura e saiba mais.

Linhas de crédito do SBPE

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, ou SBPE, tem como principal fonte de recursos os depósitos na caderneta de poupança e pode ser utilizado para compra de imóveis novos ou usados.

De acordo com o Banco Central, as instituições que fazem parte do SBPE precisar destinar pelo menos 65% dos recursos da poupança para suas linhas de financiamento de imóveis.

Os financiamentos imobiliários do SBPE cresceram 33% em 2018, ultrapassando os recursos aplicados em 2016 e 2017. Só em Janeiro de 2019 foram R$ 5,1 bilhões, uma suba de 32,2% comparado ao mesmo período no ano de 2018.

O saldo nacional ultrapassou R$ 600 bilhões em 2018, crescendo pelo 3º ano consecutivo, e a estimativa para 2019 é que chegue ao valor de R$ 684 bilhões, de acordo com estimativas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Estes números positivos são uma consequência da melhora na economia nacional, levando em consideração que nós brasileiros, em geral, após um longo período de recessão, retomamos o hábito de guardar dinheiro na poupança e estamos recuperando o nosso poder de compra – saiba mais sobre o momento econômico aqui.

As regras gerais para a utilização do SBPE são semelhantes aquelas que citamos no tópico acima para utilização de financiamentos imobiliários pela linha FGTS, o que muda é principalmente o enquadramento de renda e o valor do imóvel, que estão acima dos valores estabelecidos para o MCMV – consequentemente, para esta modalidade os juros pagos são um pouco mais altos.

O SBPE viabiliza, ainda, uma carta de crédito que pode ser parcelada em até 35 anos – um recorde em termos de financiamento. Além disso, ela não possui um limite máximo definido para a renda do contratante.

Com os recursos do FGTS mais escassos neste ano, as construtoras vão buscar disponibilizar mais empreendimentos em SBPE, como uma estratégia para garantir a opção de financiamento aos seus clientes.

Conclusão

Conhecer as opções de financiamentos disponíveis no mercado é de extrema importância na hora de planejar a sua compra. Lembrando que você precisa avaliar questões como: qual valor pode assumir nas prestações, o quanto poderá investir na entrada e todos os custos extras que a implicam na compra de um imóvel.

Saiba que, nas imobiliárias UNE, você pode contar com um de nossos corretores imobiliários e ainda um setor processual especializado para a parte burocrática, que poderão, em conjunto, estar a sua disposição para sanar todas as dúvidas e prestar a devida orientação ao longo de todo o processo de negociação e compra do seu imóvel novo.

Quer saber mais sobre a papelada que vai precisar em um financiamento imobiliário? Clique aqui.

 

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