Geral

Como as mudanças na rotina podem ajudar sua saúde durante o isolamento

0

As medidas de isolamento social para combate ao avanço da pandemia COVID-19 fizeram com que muitas pessoas ao redor do mundo tivessem que adaptar suas rotinas de forma imediata e intensa.

Toda essa mudança repentina pode gerar uma grande confusão mental, enquanto o sentimento de incerteza em relação ao que vem pela frente pode agravar ou gerar novos casos extremos de ansiedade e depressão.

Saúde mental é assunto sério e um fator primordial para a qualidade de vida de qualquer pessoa. 

Por isso, fizemos este texto com o intuito de ajudar você a entender o que provavelmente está acontecendo com as suas emoções e ajudá-lo a fazer escolhas que ajudarão a tornar seus dias mais leves e positivos. 

Siga a leitura e saiba mais!

5 diferentes estados mentais que todas as pessoas em isolamento social devem passar

De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Josi Puchalski, com experiência em pesquisas e avaliações comportamentais, existe um provavel padrão de comportamento psíquico humano em meio a crise da pandemia do coronavírus.

Sua análise tem como base estudos e pesquisas já publicadas sobre outras crises que a humanidade enfrentou, em sintonia com aquilo que ela tem observado em seu consultório (agora em atendimento online) e acompanhado em notícias e relatos de pessoas que viveram ou estão vivendo esta experiência de confinamento ao redor do mundo.

Logo, existem 5 estados mentais que ocorrem de forma cíclica, variando em ordem e intensidade de pessoa a pessoa, mas que todas as pessoas em confinamento provavelmente estão experienciando. São eles:

  1. Negação: quando não acreditamos que a situação seja real e não aceitamos ela (ex: “a pandemia é falsa, apenas sensacionalismo da mídia”);
  2. Medo: o entendimento de que a situação é real e o medo das suas consequências (ex: “a pandemia é real, então eu posso ficar doente ou meus familiares podem morrer”);
  3. Organização: há o entendimento da situação e um movimento de organização para o enfrentamento (ex: “ok, a pandemia é real e eu preciso estar em isolamento, então reorganizo minha rotina”);
  4. Busca pelo prazer: quando já organizamos tudo o que precisávamos e executamos diferentes tarefas, esgotando as opções e caindo no tédio, precisando então ir em busca de novas alternativas para manter a alegria de viver cada dia – neste momento é preciso tomar cuidado com a impulsividade (ex: “não aguento mais ficar em casa, vou arranjar qualquer desculpa para sair”);
  5. Leve depressão: após esgotados os nossos recursos de prazer, podemos nos sentir deprimidos, ansiosos e cair novamente no medo. Neste momento é preciso buscar reorganizar as coisas para restabelecer a saúde mental e não entrar em um quadro mais grave.

Lembrando que estados mentais não ocorrem necessariamente nesta ordem e também não existe um período de duração padrão entre as pessoas.

Sobretudo, o mais importante é reconhecer em qual estado você se encontra para administrar estas emoções e manter a saúde mental ao longo do confinamento.

Como as mudanças na rotina podem ajudar sua saúde mental

Agora que você já sabe identificar o estado mental em que você se encontra pode pensar em soluções reais para os seus desafios diários e trazer mais leveza para os seus dias, assim como cuidar daqueles que ama e estão enfrentando desafios também.

O ideal para a pessoa que se encontra em leve depressão, por exemplo, seria retomar a fase da organização para criar novas alternativas para a sua rotina, para torná-la mais leve e alegre. 

A rotina é importante no sentido de organizar os afazeres diários para que possamos nos manter focados naquilo que precisamos fazer e manter tudo em dia, auxiliando no controle da ansiedade.

Mas, já é comprovado que o nosso cérebro tende a entrar no piloto automático quando fazemos sempre as mesmas coisas do mesmo jeito, e quando estamos em confinamento isso pode nos levar rapidamente ao tédio, assim como uma dificuldade de manter o foco e a motivação que precisamos para concluir cada tarefa.

Lembrando que é de extrema valia realizar as atividades diárias de formas diferentes, por exemplo: experimente alternar os locais onde trabalha ou faz as refeições, faça diferentes modalidades de atividades físicas, experimente novas atividades manuais como artesanato ou costura, e por aí vai!

Mais ações que vão te ajudar a encontrar o equilíbrio emocional 

Outro fator que merece destaque é manter o foco no momento presente e viver um dia de cada vez. Evite pensar muito no passado, pois a nostalgia pode contribuir para que você fique deprimido, enquanto pensar no futuro serve como agravante para a ansiedade.

Passamos por um estado psíquico chamado “tensão de morte”, em que precisamos lidar com a possibilidade iminente da doença nova e pouco conhecida que está provocando a morte de muitas pessoas ao redor do mundo. 

Com isso, a produção dos hormônios da felicidade (dopamina e serotonina) se torna reduzida, portanto precisamos investir em comportamentos que nos ajudem a elevar os níveis destes hormônios no nosso corpo. 

Josi aponta 3 cuidados essenciais neste sentido: manter uma alimentação balanceada, a prática diária de atividade física e uma boa noite de sono.

Além disso, explica que este é um momento único de introspecção e apresenta diversas oportunidades como a criação de novas ideias e soluções.

É preciso buscar a aceitação do momento, reforçar os laços entre as pessoas e executar novas atividades, reorganizar as coisas (internas e externas) e direcionar as energias para a potencialização da criatividade. 

Logo, saiba que toda crise apresenta suas oportunidades de aprendizado e crescimento, cuide de você e das pessoas que ama, vamos juntos sair desta experiência ainda mais fortes e construir um mundo cada vez melhor! Estamos juntos!

 

Mercado imobiliário: tendências ganham força com a pandemia

Artigo anterior

Quer investir em imóveis? Aprenda a comprar bem

Próximo artigo

Talvez você também goste

Mais artigos em Geral