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Caixa aplica medidas para redução de impactos da crise do coronavírus no mercado imobiliário

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No início deste mês de Abril (2020), a Caixa Econômica Federal anunciou a aplicação de medidas com foco na redução dos impactos gerados pela crise da pandemia do coronavírus no mercado imobiliário – especialmente no crédito imobiliário, criando novas alternativas para quem está inadimplente. 

Existe uma grande preocupação em manter o equilíbrio do mercado imobiliário, que impacta diretamente na economia nacional, com uma forte influência sobre o PIB do Brasil, e na geração de empregos já que hoje a construção civil é uma das principais empregadoras no país. Logo, já são R$ 43 bilhões de reais destinados aos programas de crédito imobiliário, além dos R$ 111 bilhões anunciados anteriormente para novas linhas de crédito.

Isso nunca aconteceu e a Caixa mostra alinhamento com o momento de crise que o país enfrenta. Parte da nossa base de clientes é de pessoas com menor renda, por isso, todas as medidas que estamos anunciado valem para todos os clientes em todas as linhas de renda incluindo pessoas jurídicas. Nossa preocupação é com a manutenção de empregos, com os empréstimos e com o programa habitacional. São um total de R$ 154 bilhões para auxiliar os brasileiros. Vamos manter o equilíbrio nesse momento”, afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em matéria publicada no site da Infomoney.

Ainda, Guimarães deixou claro que o banco estenderá prazos e flexibilizará medidas caso a crise se estenda. “A Caixa vai agir e reagir à crise. Se a situação ficar mais grave, poderemos sim ampliar as linhas de crédito para garantir o auxílio a todos”, disse. Confira abaixo a relação das medidas para as pessoas físicas.

Novas medidas para a Pessoa Física

Possibilidade de prazo de carência de 180 dias em novos contratos: Prazo de carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos e imóveis em fase de obra (a partir de 20/04);

Possibilidade de pagamento parcial dos encargos por 90 dias: Clientes adimplentes ou com até 2 (duas) parcelas em atraso poderão optar pelo pagamento parcial da prestação do financiamento por até 90 dias;

Possibilidade de liberação de até 2 parcelas na construção individual sem vistoria: Aos clientes que constroem com financiamento da CAIXA (construção individual) será permitida a liberação antecipada de até 2 (duas) parcelas, sem a vistoria;

Possibilidade de negociação de contratos em atraso de 61 dias a 180 dias, com incorporação de encargos e pausa concomitante: Renegociação de contratos com clientes em atraso entre 61 e 180 dias, permitindo pausa ou pagamento parcial das prestações;

Pausa de 90 dias no pagamento das prestações: Implementada a pausa de até 90 dias no financiamento habitacional para clientes adimplentes ou com até 2 (duas) parcelas em atraso, incluindo os contratos em obra. Os clientes que utilizam a conta vinculada do FGTS para pagamento de parte da prestação poderão pausar a parcela não coberta pelo FGTS também por até 90 dias;

Ampliação do prazo de reserva orçamentária de 5 para 10 dias, prorrogável por mais 10 dias

Flexibilização da atualização da certidão de ônus reais

 Prorrogação da validade das análises de risco de crédito por mais 60 dias: Novas análises de crédito e as efetuadas após 16/03 terão prazo de validade adicional de 60 dias, prorrogáveis automaticamente no sistema;

Prorrogação do laudo de avaliação de imóveis, por até 60 dias: Laudos de avaliação das UH poderão ser prorrogados por até 60 dias;

Recepção de documentos em meio digital, atendimento remoto e novos serviços no APP

Possibilidade de efetuar entrevista por meio digital, tanto nos CCAs quanto nas agências

Fonte: Site Oficial da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – Abrainc 

 

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