Mercado Imobiliário

A influência das mulheres no mercado imobiliário

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“Ela é quem decide, mas ele quem compra”. O quanto esse provérbio é verdadeiro quando se trata da negociação de um imóvel? Qual a influência das mulheres no setor imobiliário, seja no processo de compra, seja no processo de venda? 

Com base em uma pesquisa intitulada Busca pelo imóvel: uma questão de gênero, do Movimento Mulheres do Imobiliário (acesse a página aqui), que visa responder a essas questões de forma objetiva, para mostrar como o gênero feminino influencia cada vez mais no processo comercial do setor, trazemos aqui algumas informações muito relevantes sobre o papel do gênero nas relações imobiliárias. Acompanhe a leitura e surpreenda-se com os dados!

Será uma questão de gênero?

A pesquisa foi realizada com cerca de 2.000 pessoas das classes A e B, entre homens e mulheres, residentes em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. A intenção das idealizadoras é justamente chamar a atenção do mercado imobiliário, através de dados, para a potência que é o gênero feminino na atuação dessa competitiva fatia da economia. 

Segundo Elisa Tawil, coordenadora e idealizadora do movimento, o levantamento apontou que 21,1% das mulheres decidem comprar os imóveis sozinhas, frente a 12,4% dos homens. Ao analisarmos esses números é possível perceber o quão necessário é investir em potenciais consumidoras e o quanto, sim, é uma questão de gênero.

E os números apontados pela pesquisa são ainda mais reveladores: 62% dos homens decidem comprar um imóvel por influência da cônjuge. É um número muito alto e que estabelece um padrão de consumo. Se a opinião da mulher é decisiva, vale, então, prestar atenção ao tipo de exigência que ela faz para tomar tal decisão. 

O levantamento indica ainda que 35,3% das mulheres entrevistadas compram imóveis com suas próprias economias, enquanto 29,2% dos homens ouvidos relatam dividir igualmente o pagamento. Muito provavelmente venha daí o fato de elas assumirem a decisão, pois são mais autônomas. Apesar disso nem sempre são vistas como investidoras.

Mas qual o papel dos profissionais do ramo imobiliário nesse panorama? A pesquisa também apontou para isso. Veja a seguir. 

A importância do papel das imobiliárias e dos corretores

A mesma pesquisa garante que mulheres valorizam em 10 pontos percentuais a mais que os homens (elas em torno de 55%) o papel de imobiliárias e corretores. Isso demonstra a urgente necessidade de o setor investir na comunicação e na captação da clientela feminina, e na valorização dessas mulheres.

Outro dado importante levantado na pesquisa é o fato de que mulheres visitam menos o imóvel de compra e sofrem menos influência de seus cônjuges na escolha. “O contrário não é verdadeiro” diz a coordenadora da pesquisa

Cerca de ¼ delas visitam a propriedade apenas uma vez. Aliados à confiança dada às imobiliárias e aos corretores, esses números mostram que quando a cliente decide pela compra, ela o faz porque já tem toda a informação de que precisa. Ou seja, ela irá trabalhar e decidir com base no que os profissionais do mercado imobiliário fornecerem para ela. Por esse motivo é bom que os profissionais estejam atentos, como mostraremos a seguir.

Novos rumos são necessários

Esses números mostram a importância do papel do corretor e das imobiliárias. Se o objetivo é alavancar as vendas, será necessário investir na formação de profissionais e na captação de leads, por parte das imobiliárias e demais profissionais da área, devido ao peso da opinião e atuação femininas no mercado imobiliário. 

E há mais dados importantes: 43% das mulheres pesquisam a reputação das construtoras e 35% se interessam pelo portfólio das mesmas; 67% buscam saber sobre a vizinhança, localização e iluminação e todos esses números são muito maiores do que quando comparados com os dos homens.

Com base nesses dados, é possível traçar estratégias eficazes que visem o investimento na clientela feminina. O dados completos do questionário estão disponíveis gratuitamente para download aqui

Certamente os resultados dessa pesquisa podem, e devem, ser utilizados para traçar novos e necessários rumos que efetivem um novo olhar para a nossa área de atuação frente ao gênero feminino.

Elisa ainda informa também o alarmante número de 7 milhões de mulheres que ficaram desempregadas durante a pandemia ocasionada pela Covid-19. Com isso, ela faz um convite para que o setor de corretagem invista na profissionalização de mulheres para, inclusive, equilibrar a economia brasileira que foi abalada com essas perdas.

Já é sabido que esse é um setor masculinizado. A questão maior aqui, segundo Elisa, “Não é dizer que a mulher vai ocupar o lugar do homem. Mas sim mostrar que a mulher tem voz ativa na tomada de decisão.” É uma informação muito relevante a ser considerada para quem visa aquecer as vendas e, mais que isso, fortalecer a marca.

A UNE investe no que acredita

Fortalecer a marca é algo que nós da Rede UNE estamos muito comprometidos. Confira conteúdos como esse na nossa página e fique sempre atualizado das novidades do mercado imobiliário. O nosso maior investimento é naquilo que acreditamos: você. 

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